Obrigado, Dilma – Padre Adilson

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Obrigado Dilma! Por ocasião da comemoração do Dia do Trabalho ou do Trabalhador, agradeci muitíssimo a ela não ter feito o seu pronunciamento habitual para esta ocasião. Hoje, volto para repetir o agradecimento por nos ter poupado agora, nesta comemoração do dia da Pátria. Que alívio, de novo, para todo o povo brasileiro! Certamente, tirante uma meia dúzia que ainda lhe dá apoio interesseiro, os demais agradecem “penhoradamente”. Serão eternamente gratos. Pois, foram poupados de ouvir mais uma vez tudo aquilo que já sabem de cor. E também sabem que vale quanto pesa. Como não pesa nada, vale coisa nenhuma. É simplesmente uma arenga preparada por marqueteiro que não sabe mais como embrulhar tanta lorota.

Certamente, quis se poupar de mais um panelaço estrondoso. Por outro lado, porém, a Nação fez uma bela economia. Com efeito, cada exibição de uns quilos a menos de seu peso e um novo penteado, custa uma nota significativa. Talvez até mais ainda do que o preço normal do horário nobre da mídia, porque pode aí também estar infectado do vírus do mensalão e reforçado pelo do petrolão. Por isso esta atitude de contribuir para o saneamento do déficit da Nação, o povo brasileiro agradece, com o mesmo entusiasmo. Com certeza, não vai fazer falta alguma.

O que será que o povo brasileiro teria desejado ouvir, justamente no dia em que a Nação Brasileira comemora o fato histórico da independência política da Colônia/Brasil da Metrópole/Portugal, realizado por Dom Pedro I? Levando em conta que, segundo a última consulta ao povo brasileiro, por um instituto conhecido de aferimento da opinião pública, a presidente Dilma estaria com 93% de desaprovação de seu governo, não é difícil imaginar o grande desejo deste sofrido povo. Com certeza, seria ela aparecer e dizer, até repetir várias vezes que estaria “pegando seu boné” e iria continuar a “pedalar em sua bicicleta”, fora, porém, do recinto da Presidência da República. E, sobretudo, iria cuidar de seus dois netos, um recém-nascido, auxiliando a sua filha, como quase todas as avós fazem e muitas gostam de realizar esta tarefa.

Creio que seria um alívio para este povo. O povo iria adorar tal iniciativa. Certamente, a maioria, a essa altura do campeonato, iria considerar a maior “obra” de sua “passagem” pela presidência da República. Não irá deixar saudades, pelo contrário o povo ou a grande maioria ficaria eternamente grata, por este nobre gesto de desprendimento do cargo número um da República.

Acredito que até seu mentor, criador deste “poste” (até reconhecido como tal por ele mesmo), o Lula, seria muito grato, pois, assim, não precisaria ir tantas vezes a Brasília. Pois, possivelmente, seria menos (ou neste caso seria “menas” como ele diz?) preocupações, menos cabelos brancos e, sobretudo, mais economia de tempo e mais ainda de dinheiro em viagens. Se bem que dinheiro para ele, ultimamente, não é problema. Certamente, tem muitos fãs que estão dispostos a colaborar numa “vaquinha” para custear estas viagens de socorro a protegida em perigo.

P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadilson@uol.com.br