pe_adilsonAbrindo jornais ou revistas, ligando a TV ou nas redes sociais, só dá crise. Aliás, com maior frequência, utiliza-se o plural: crises. De fato, é o que está aí, infelizmente. Crise econômica, crise política, crise ético-moral, crise de valores, etc.. Muitas são as considerações que são feitas. Tento ler o que cai na minha frente, não importam muito as tendências ideológicas. Procuro considerar todos os pontos de vista. Para pouco a pouco, tirar minhas conclusões.

Muitos veem a crise como uma realidade má ou perversa em si. Penso que não seja assim. Com efeito, se considerarmos a existência humana concreta, ela por si mesma tem em sua própria constituição fundante a raiz dos problemas. A existência humana concreta é problemática. O problema é um companheiro frequente do existir humano. A crise, pessoalmente, a considero um problema que se tornou agudo, chegou a um estágio que exige atenção e administração adequadas. Portanto, a crise ou crises são inerentes à existência humana concreta, seja em nível pessoal ou social. Onde, então, está verdadeiro problema?

O problema verdadeiro, portanto, está no modo de afrontar a crise. Em outras palavras, na maneira de administrá-la. Isto é, com que disposição, com que instrumentos, com que valores, com que meta e que objetivo. Tudo isto, depois de profunda análise das possíveis causas ou razões de sua presença. Por que a crise pode ocorrer pela o próprio desenvolver da existência. E não são poucas. Mas, também pode ser provocada, por várias razões, como incompetência, ignorância, arrogância, omissão, erros…

O ser humano, homem e mulher, só evolui, se desenvolve, amadurece administrando, resolvendo problemas. Afrontando crises. É só pensar como você leitor (a) e eu passamos de um ano ao outro, em matemática. Resolvendo problemas matemáticos. Se tivéssemos parado no primeiro, sem afrontá-lo com os instrumentos adequados, jamais nos teríamos formado em algum curso. A vida é assim. Dá para se virar sozinho, em certos aspectos. É muito difícil. Por isso, é sempre mais adequado saber se deixar auxiliar na busca de boa administração de nossas crises. Não importa, em que âmbito de nossa existência.

Por exemplo, no âmbito da vivência conjugal. (Ocorreu-me a seguinte consideração porque estamos vivendo nesta semana, a Semana Nacional da Família, promoção da Igreja Católica sob a orientação da CNBB.) Crise conjugal são inerentes à própria união dos esposos. Onde está o problema, então? Claro que não está na instituição do casamento em si. Mas, nas pessoas que estão vivendo e construindo esta instituição. Toda construção para ser segura e estável, necessita de um planejamento, de sua execução adequada, incluindo material próprio e sem adulterações. A crise conjugal, portanto, exige para sua superação um projeto de vida a dois, vivência de valores adequados à sua construção bem definidos e auxílios constantes de outros.

Não precisamos criar crises para amadurecer. Mas, bastam as que a própria existência nos apresenta. A sabedoria está na maneira de administrá-las.

P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadilson@uol.com.br


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Atitude de busca – Pe Adilson

pe_adilsonO ser humano é alguém que, permanentemente, está buscando algo. Alguns têm claramente definida, a realidade procurada. Outros, não. Mas, todos, creio, percorrem, nesta terra, um caminho marcado pela procura da sua realização, da sua felicidade, da vida plena e verdadeira. Com toda probabilidade, ninguém envereda, livre e conscientemente, pelo caminho da desgraça, da infelicidade, da destruição. Se assim o fizer, certamente, será por engano, por ignorância, por ilusão, por falta ou má orientação. Enfim, por mil e uma variáveis.

O que se constata é que o ser humano, homem e mulher, é um ser faminto.  Tem fome de vida, de amor, de afeto, de felicidade, de justiça, de paz, de esperança, de transparência… E procura satisfazer estas fomes de mil formas. Continua, porém, sempre insatisfeito. Ele tropeça sempre em sua própria finitude, em seu âmbito estritamente humano, em suas realidades humanas. Por isso, serão sempre formas parciais de satisfação destas fomes. Frequentemente, são tentativas falhadas de realização, em projetos equivocados, em falsas miragens de felicidade e de realização. Assume propostas que, com o desenrolar das ações inerentes, aparecem os valores efêmeros que pareciam sedutores. Em última instância, geram escravidão e dependência.

O dinheiro, o poder, o estatus social, a realização profissional, o êxito, o sucesso, o reconhecimento social, os prazeres, enfim, todas estas buscas, por si mesmas, são valores efêmeros, não chegam a “preencher” totalmente a nossa vida e para lhe dar um sentido pleno.

Será que o ser humano, então, está destinado ao malogro total, à derrocada fatal de sua existência? Ao desastre existencial, sem qualquer chance de encontrar o “pão” que sacie suas fomes de realização, de felicidade? Onde e como, então, “encher” sua vida e dar-lhe pleno significado? Existe este “pão” que mata a fome, qualquer fome, do ser humano?

Existe! Jesus de Nazaré é o “pão de Deus que desce do céu para dar vida ao mundo” (Jo 6, 33). É, em Jesus e por meio de Jesus, que Deus sacia a fome e sede do ser humano, em todos os tempos e lugares. É ele que oferece o caminho, que se trilhado com ele, leva a realização plena da vida. Contudo, para que se concretize esta realidade, uma condição é estritamente necessária. É preciso aderir (acreditar) a pessoa de Jesus e a seu projeto de vida: a Boa Nova do Reino de Deus. Nesta estrada, há possibilidade de saciar todas as fomes humanas que, verdadeiramente, levam à realização e à felicidade.

Este caminho, na verdade, é sinônimo de amor, de partilha, de serviço, de entrega da vida a Deus e aos irmãos (ãs). Trata-se, então, não apenas de uma aceitação, adesão e entrega de vida, afetivas, esporádicas, interesseiras, cheias de boas intenções. Pelo contrário, trata-se de um estilo de vida que se traduz em gestos, atitudes efetivas, concretas. Não são, portanto, puras declarações de nobres intenções.

É claro que este estilo de vida exige certas atitudes que não são nada atraentes por si mesmas. Menos ainda cômodas. Pelo contrário, pedem constante sair de si, de seu comodismo, de suas instalações…  E assumir atitudes que pedem um esvaziamento de si para auxiliar os outros a se “encherem” de amor, de felicidade.


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Semana da Família – Padre Adilson

pe_adilson

Semana Nacional da família

Todo ano, a Igreja Católica, tem o mês de agosto, como um mês temático. Sempre desenvolve o tema da vocação (chamado). É o “mês vocacional”. Neste mês, são consideradas as vocações do ser humano e do cristão (ã). Como ser humano cada um é chamado (vocação) à vida (existência), a realizar-se (desenvolver seus dons individuais), a ser feliz (ninguém nasce para a infelicidade). Esta é a vocação mais fundamental: assumir e construir, livre e responsavelmente, sua existência, em convivência com seus semelhantes.  Como cristão (ã) é chamado à santidade (torna-se santo (a)), iniciando este caminho pelo Batismo, numa comunidade eclesial.

Para viver estas duas vocações fundamentais (a existência: realização pessoal e a felicidade), a proposta da Igreja Católica acena para quatro (04) caminhos. Todos são caminhos para execução e realização das vocações fundamentais. São as denominadas “vocações específicas” ou as opções estritamente pessoais, respondendo a uma inclinação ou tendência (chamado) individual. São caminhos, portanto, para dar uma resposta livre, consciente e responsável à existência e à felicidade (bem-aventurança ou santidade).

Os quatro caminhos são: responder ao chamado para o sacerdócio ministerial (ser padre, presbítero, diácono); assumir a vocação matrimonial (construir o sacramento do Matrimônio e uma família, segundo o Plano de Deus); responder, livre e conscientemente, ao chamado à vida consagrada (ser religioso ou religiosa, membro de Ordem ou Congregação e Institutos Religiosos); leigo solteiro ou casado, vivendo um serviço ou ministério, em uma comunidade eclesial. Todas estas vocações específicas são vividas em vista da construção da Boa Nova do Reino de Deus. Todas são queridas e amadas por Deus. Todas levam, se vividas com consciência e responsabilidade, à felicidade, portanto, à santidade.

Aqui no Brasil, sob a orientação da CNBB, todos os anos celebra-se, na segunda semana do mês de agosto, a Semana Nacional da Família (de 08 a 14 de agosto). Cada ano tem um tema próprio que é desenvolvido em encontros que podem ser vividos em grupos familiares. Neste ano, propõe para reflexão “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”.  O tema recorda que o homem e a mulher se realizam no amor. Durante os encontros, será possível entender que as famílias que vivem o amor são plenamente vivas e, assim, sendo este “o melhor caminho para encontrar o verdadeiro amor, fonte inesgotável de alegria e de realização”.

A Comunidade Paroquial São Luis Gonzaga aderiu à Semana Nacional da Família e sob a orientação da Pastoral Familiar em conjunto com as Comunidades que, dela, fazem parte propõe um programa de atividades que são vividas na Matriz e nas respectivas Comunidades. Na Matriz, iniciando no dia 08 de agosto, às 19,00h, com a celebração da Missa com a presença de representantes das várias Comunidades: é a Família Paroquial.

Nos demais dias da semana, sempre às 19,00h, na Matriz serão celebrados e desenvolvidos aspectos da família viva: Eucaristia, Movimentos familiares, oração, catequese, juventude, trabalho, participação da família, na vida da comunidade.

Participe e confira se, de fato, sua família é plenamente viva!

P. Adilson José Colombi scj, prof. de Filosofia – peadilson@uol.com.br


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